Este trabalho pdroduzido por Felipe Henrique de Sousa Sales, investigou os principais desafios enfrentados no ensino de Língua Inglesa a estudantes com necessidades educacionais especiais (NEEs) em escolas públicas brasileiras. A partir de uma pesquisa bibliográfica, foram analisadas obras que discutem a inclusão escolar e práticas pedagógicas inclusivas no ensino de línguas. Observou-se que a escassez de formação específica dos docentes, a falta de materiais adaptados e a ausência de suporte especializado podem dificultar a efetivação de um ensino verdadeiramente inclusivo. Em contrapartida, estratégias como o uso de imagens, músicas e metodologias baseadas no movimento, como o Total Physical Response, proposto por Asher (Apud Richards and Rodgers 2014), mostraram-se eficazes por se adaptarem a diferentes estilos de aprendizagem e por demandarem poucos recursos financeiros. O estudo conclui que a adoção de práticas pedagógicas multissensoriais, implícitas no trabalho de Vygotsky (1991), pode contribuir significativamente para a inclusão de alunos com NEE nas aulas de inglês, promovendo uma aprendizagem mais acessível, dinâmica e significativa.
A educação inclusiva não é apenas um ideal. É uma escolha diária de acreditar nas pessoas, valorizar suas potencialidades e transformar vidas por meio do conhecimento.
Uma estratégia que pode ser usada pelo professor em sala de aula é o uso das imagens no ensino da língua. A teoria de Meadan et al. (2011) sobre o uso de imagens na prática docente destaca que esse recurso pode ajudar os alunos a entender melhor os conteúdos e a se comunicar, especialmente quando há dificuldades com a linguagem verbal. No caso do ensino de inglês em escolas públicas com poucos recursos financeiros, as imagens se mostram uma alternativa viável, pois podem ser encontradas em materiais acessíveis como livros, revistas, cartazes e vídeos, ou até produzidas pelos próprios alunos e professores. Além disso, seguem os autores, as imagens ajudam a ligar o que os estudantes já sabem com os novos conteúdos o que acaba facilitando a aprendizagem de palavras, frases e aspectos culturais da língua. Elas também tornam a aula mais interessante e incentivam a participação dos alunos, o que é importante no trabalho com estudantes com NEEs, que muitas vezes aprendem melhor com estímulos visuais..


Ainda em relação a alternativas de baixo custo que podem ser trabalhadas com estudantes com NEEs em escolas públicas, é possível mencionar a inserção de músicas para o aprendizado de vocabulário e estruturas gramaticais como discutido anteriormente no trabalho de Gobbi (2001). A música facilita o contato com estruturas linguísticas básicas, vocabulário e pronúncia, de maneira lúdica e acessível. Para estudantes com deficiência intelectual, TDAH ou TEA, por exemplo, o ritmo e a repetição das canções podem ajudar na retenção de palavras e frases e na organização da linguagem. Além disso, o uso de músicas pode mitigar a ansiedade, criar um ambiente mais acolhedor e fomentar a interação social – o que favorece a inclusão.
Conclusão com pontos principais
A inclusão de estudantes com NEE no ensino de Língua Inglesa representa um desafio significativo, especialmente em escolas públicas com limitações orçamentárias, pedagógicas e formativas. Os dados analisados demonstram que, embora existam políticas voltadas à educação inclusiva, sua efetivação na prática ainda enfrenta desafios como a ausência de profissionais especializados, a escassez de recursos e a escassa formação docente.
Diante desse cenário, o presente trabalho reforça a importância de estratégias pedagógicas acessíveis e multissensoriais, como o uso da música, das imagens e de metodologias baseadas no movimento, que favorecem o engajamento e a compreensão de conteúdos por parte dos alunos com NEE. Tais estratégias se mostram viáveis mesmo em contextos de baixos recursos, o que as torna especialmente relevantes para a realidade das escolas públicas brasileiras.
Para que essas estratégias possam ser realmente úteis na prática, é possível que professores comecem a aplicá-las de forma simples no dia a dia da sala de aula incorporadas na sua metodologia de ensino. Por exemplo, ao ensinar novas palavras, o professor pode usar imagens feitas pelos próprios alunos ou retiradas de revistas, ou ainda utilizar músicas com vocabulário acessível para praticar a pronúncia. Atividades com comandos físicos, como as propostas pelo método TPR, também podem ser implementadas sem a necessidade de materiais caros, apenas com o uso do corpo e da movimentação no espaço da sala
Essas práticas podem ser testadas em turmas regulares que incluam alunos com NEE, observando-se como esses estudantes reagem, participam e aprendem ao longo do tempo. A partir dessas observações, sugere-se que os professores ajustem as atividades conforme as necessidades da turma. Além disso, registrar os resultados por meio de portfólios, relatórios ou conversas com os alunos e suas famílias pode ajudar a avaliar se as estratégias estão realmente funcionando.
Acesso ao artigo completo https://iiscientific.com/artigos/0848D1


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